O
livro “ A dromocracia cibercultural” do professor
Eugênio Trivino do programa de estudos pós-graduados em
comunicação e semiótica da Pontifícia Universidade Católica de
São Paulo (PUC-SP) apresenta o termo “ Dromocracia” , ou seja, o poder da velocidade tecnológica. O
autor acredita que por mais que hajam campanhas favoráveis à
inclusão de pessoas à convergência de mídias a inclusão digital
sempre será uma utopia.
Na
entrevista dada à revista Istoé , Eugênio explica porque não
considerada a internet democrática. “Do
ponto de vista interno, a internet é democrática quando o acesso a
todos os espaços é desimpedido. Nem sempre isso ocorre. Há senhas
por questões de segurança e proibições”. Nesse caso é possível
citar o exemplo de pessoas que atingem o maior número de pessoas,
pelo fato de ter mais seguidores ou mesmo por ter uma maior rede de
amigos. Para ele o homem está condenado à exclusão digital, este
fato pode ser explicado velocidade e renovação das plataformas
midiáticas, por mais que o internauta busque dominar as plataformas
ele sempre terá que estar antenado.
Segundo Eugênio é impossível se adequar aos padrões da sociedade sem estar inserido na cibercultura. De fato, as redes sociais abrem caminhos e além de ser um local de trocas rápidas de informações em tempo real as mídias oferecem oportunidades como divulgações com um baixo custo.
Para o especialista é impossível escapar dessa lógica da velocidade, as pessoas mais atualizadas em questões ciberculturais sempre se sairão na frente das outras, seja em propostas de emprego, desenvolvimento de projetos, uso de smartphones e derivados. “aquele que há três anos não atualiza o seu computador é diferente do que participa da elite virtual. Há diferenças dromocráticas, ou seja, de velocidade. Essa questão pode ser comparada ao uso das redes sociais atualmente no Brasil, com a popularização do Facebook as pessoas passaram a cometer cyberbullying e a excluir de certa forma as pessoas que ainda continuaram usando o Orkut, este fato contribuiu ainda mais para o rápido surgimento de contas do Facebook no nosso país. Ou seja, a tecnologia insere as pessoas em um mundo paralelo ao real, onde devemos também estar inseridos em determinadas regras atualizadas.
Por Thatiany Lucena
Eugênio Trivinho é o professor do Programa de Estudos Pós- Graduados em Comunicação e Semiótica da Pontifíca Unversidade. Em seu livro “A Domocracia Cultural”, Eugênio explica o motivo de sua afirmação“O homem está condenado a exclusão digital”. No ponto de vista do professor Eugênio Trivinho, o ser humano precisa acompanhar constantemente as atualizações tecnológicas impostas pelas indústrias, não basta apenas ter acesso ao computador.
A internet agora é uma ferramenta que auxilia no trabalho. Como lê e escrever são necessidades básicas para um trabalhador adentrar no mercado.
Por Raíssa Castro


Nenhum comentário:
Postar um comentário