domingo, 31 de março de 2013

A dependência e a cura





Considerando que os brasileiros são os usuários que mais perdem tempo na internet o papel dos tratamentos psicológicos torna-se uma ferramenta indispensável na questão da dependência. O Brasil tem hoje cerca de 52,5 mil internautas que gastam em média 44 horas online por mês, a pesquisa foi feita em dezembro de 2012, segundo o Net insight, estudo realizado pelo Ibope Media.

Assim como outras psicopatologias, a dependência virtual exige um processo de tratamento no individuo, considerando que o uso exacerbado da ferramenta pode até gerar uma série de outras dependências ou consequências geradas pela falta de exercício físico como a obesidade e ansiedade.


Existem casos de ciberviciados que morreram depois de passar muito tempo em frente ao computador. Isso se deve ao fato de haver certas doenças que se desenvolvem pela permanência em uma determinada posição, etc., uma dessas doenças é a Trombose Venal Profunda, que pode evoluir para uma Embolia Pulmonar, e por fim levando o individuo a morte.





Na maioria dos casos, a cura se resume, de acordo com especialistas, no afastamento do ciberviciado do contato com o computador, num processo onde é reduzido o número de horas a cada uso, criando também novos hábitos na pessoa. O processo é chamado de terapia cognitivo comportamental (TCC), diferentemente de casos onde o paciente é dependente químico, o tratamento tem o objetivo de amenizar o problema de forma gradual.

Casos de compulsão à internet vêm crescendo consideravelmente, isso está associado ao fato de que a todo o momento novas pessoas estão se conectando à rede, pensando nisso é extremamente necessário que haja uma orientação no comportamento das pessoas. Segundo o psicólogo Igor Lemos as pesquisas significam um papel importante na avaliação da dependência , através dela é possível mapear, cientificamente e validado, os sintomas do paciente, sabendo com que frequência isso ocorre e isso pode gerar estratégias clínicas e mesmo do governo em relação ao problema. “os exames de neuroimagem vão auxiliar tanto a psicologia como a psiquiatria” afirmou o especialista.

Para muitos psicólogos, porém, não basta proibir, já que, de acordo com o grau de dependência, ele pode trocá-la pelas drogas. Situações assim requerem um psicoterapeuta, profissional habilitado que ajudará o paciente a encontrar as razões que o levaram ao vício e buscar alternativas na solução do problema.

No Brasil as pesquisas ainda estão em processo de estudos, quase nada foi pesquisado até hoje. Existem apenas dois centros de referência para tratamento dos dependentes de internet, os dois em São Paulo, o (PROAD)/UNIFESP (programa do Departamento de Psiquiatria) e o IPQ ( Instituto de Psiquiatria da USP). Recife ainda não possui nenhum centro de referência para atender esse tipo de transtorno.


Veja o  vídeo do psicologo Igor Lemos:

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