domingo, 31 de março de 2013

Dependência virtual, o novo foco da psicologia




A dependência de internet é considerada uma das novas psicopatologias estudadas. Ser um dependente de internet significa não apenas ser usuário. O internauta com esses sintomas tende à deixar de desenvolver suas atividades diárias para passar mais tempo em frente ao computador.

Ansiedade, irritabilidade e isolamento social sinalizam os sintomas do vicio. A rápida funcionabilidade do uso de informações e plataformas como redes socias associadas ao alto poder de troca de aúdios ,imagens, videos e sons acabam atraindo os internautas por mais tempo na internet.

O mundo online oferece ao internauta um mundo paralelo ao real, com opções de fácil acesso, o que acaba seduzindo o internauta pela facilidade de comunicação e acesso à informações em toda parte do mundo e ainda é a ferramenta de trabalho mais usada ultimamente. Esse fato, acabou alterando o modo de planejamento das indústrias de consumo que viram nessa ferramenta, um meio de obter lucro, pois basicamente tudo que fizemos hoje em dia é na frente de um computador, se queremos comprar é só clicar e isso acaba acomodando as pessoas. “falta privacidade nas redes sociais, perigo de furto por meio de redes de compartilhamento”, conta a estudante Aline Silva, 17.




A rede não atinge somente o modo consumista como exemplo os sites de venda de roupas e eletroeletrônicos. O principal foco é a troca rápida de informações. Os sites mais usados são as Redes sociais, nelas a troca de imagens sons e vídeos representam a forma mais atual de entretenimento e informação. “Durante a semana, passo o tempo todo online pelo celular e fico sempre olhando se tenho novas mensagens”, aponta a estudante Nathalya Santos.

Se podemos fazer tudo isso através de uma rede não sentimos mais a necessidade de uma vida social e é desta forma que algumas pessoas acabam se tornando escravas da tecnologia.O problema se agrava quando o usuário perde o controle sobre o tempo que passa em frente ao computador e deixa de fazer suas atividades básicas como comer, dormir e sair de casa, “Já passei 18 h seguidas em frente ao computador e na manhã seguinte desmaiei, por passar muito tempo sem comer” Contou a estudante Mônica Santos,19.

A maioria das pesquisas internacionais aponta que pelo menos 10% dos usuários de internet já são viciados. No Brasil, embora não existam dados oficiais, o índice deve ser semelhante porque os brasileiros lideram o ranking entre as pessoas que passam mais tempo conectadas.

Grandes pesquisas são desenvolvidas na área de dependência, a maioria delas são de substancias químicas que ocorrem numa proporção muito maior em relação à transtornos comportamentais. Considerando que os dependentes virtuais tendem a não procurar ajuda de psicólogos é muito difícil levantar dados sobre a incidência dos casos.

Para definir casos de dependência ou popularmente vicio os estudos psicopatológicos levam em conta os comportamentos desenvolvidos por uma pessoa. Se ela passa a maior parte do tempo pensando em desenvolver uma determinada atividade no momento em que está executando outras tarefas, é provável que essa pessoa tenha uma tendência a ser dependente. O caso é ainda mais grave se esse pensamento passa a afetar outras atividades, o viciado vê na web uma ferramenta de fuga para os seus problemas e não acredita na possibilidade de estar sendo afetado pela dependência.

Caracterizando os dependentes de internet, com base na literatura, a prevalência é maior no sexo masculino, mais prevalente em adolescentes e adultos jovens, alguns estudos demonstram que os estudantes são o grupo de risco de maior risco. Pesquisas apontam que uma tendência para a dependência de internet se dá para o usuário que passa muito tempo conectado em atividades online. Em síntese para caracterizar um dependente de internet ele precisa apresentar algumas características tais com: Sentir a necessidade de aumentar o tempo que passa online; fazer esforço repetido e sem sucesso para controlar ou diminuir o tempo em que passa conectado; ficar inquieto, irritado, mal humorado ou deprimido quando diminui, para ou não consegue conexão com a internet. E por fim, o paciente ele deve apresentar um certo grau de prejuízo de suas atividades cotidiana (trabalho, estudo, lazer e relações sociais).

É normal ver o frequente uso de plataformas virtuais por meio do desenvolvimento tecnológico. O que ocorre é o surgimento de cargos e funções que necessitem o uso de mídias online. A atitude fundamental é diferenciar o simples uso da internet com a dependência virtual, lembrando que só podemos considerar de fato a existência da doença, quando o tempo gasto na internet afeta a vida do usuário.





Ouça aqui a opinião de algumas pessoas sobre a Dependência de internet :

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